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Preservando a memória: parceria entre MAE-USP e IPEN no uso da radiação ionizante

O cuidado com coleções arqueológicas e etnográficas envolve muito mais do que acondicionar peças em reservas técnicas. A rotina de monitoramento e vistoria constante é essencial para identificar sinais de infestação e agir de forma preventiva, garantindo que o patrimônio cultural se mantenha preservado para as próximas gerações.


Foi justamente esse trabalho que o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE-USP) destacou em um vídeo institucional produzido em julho de 2025, em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN).



O filme apresenta o passo a passo das ações realizadas pela equipe de conservação, desde a identificação de pragas até a utilização da radiação ionizante como tecnologia de desinfestação.



Da identificação ao tratamento


No vídeo, a conservadora Ana Carolina Delgado Vieira mostra como os objetos suspeitos de infestação são isolados em quarentena, monitorados e higienizados. Quando há confirmação da atividade biológica, as peças passam por limpeza mecânica inicial, mas, para garantir a completa eliminação de ovos e larvas ocultos, o museu conta com o apoio tecnológico do IPEN.



Desde 2018, essa parceria já possibilitou que mais de 400 objetos fossem tratados com radiação ionizante, uma técnica eficaz e segura, que não compromete a integridade física nem estética das coleções.


Logística e preparo


A preparação para o tratamento é meticulosa: cada objeto é registrado em planilhas, embalado com cuidado em engradados plásticos e devidamente identificado. Em casos de peças maiores ou frágeis, a logística pode envolver transporte especializado, sempre com foco na segurança e preservação.


No irradiador


No dia do tratamento, os objetos são levados ao Irradiador Multipropósito do IPEN, onde passam pelo processo de irradiação. Ao final, retornam ao MAE-USP para uma etapa complementar de higienização e revisão de acondicionamento, assegurando que estejam prontos para voltar às reservas técnicas em condições seguras.



Uma colaboração exemplar


O vídeo encerra ressaltando que a conservação de acervos é uma tarefa contínua, que exige conhecimento técnico, colaboração institucional e investimento em inovação. A parceria entre o MAE-USP e o IPEN mostra como a união entre museus e centros de pesquisa pode abrir caminho para soluções avançadas, capazes de proteger o patrimônio cultural brasileiro de forma sustentável.


👉 O vídeo completo pode ser assistido aqui!

 
 
 

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